sexta-feira, 20 de maio de 2016

Vulgaridade

                                         Flor Garduno

Em todo o homem, nada é mais existente e verídico que sua própria vulgaridade, fonte de tudo o que é elementarmente vivo. Mas, por outro lado, quanto mais estabelecido se está na vida, mais desprezível se é. Quem não espalha à sua volta uma vaga irradiação fúnebre, e não deixa ao passar um rastro de melancolia vindo de mundos longínquos, esse pertence à subzoologia e, mais especificamente, à história humana.

E. M. Cioran, Breviário de decomposição

Nenhum comentário:

Postar um comentário